Jogos bons, histórias nem tanto

janeiro 19, 2010

Ontem, eu li um post do No Controle onde o Lipedal falava sobre como os jogos ainda tinham que evoluir como arte. Num ponto do texto, o Lipedal fala da opinião do Gui, que é a seguinte (nas próprias palavras do Lipedal): “como jogo, um jogo deve se focar no gameplay, não virar um filme interativo, como Indigo Prophecy se auto-denomina”.

Respeito a opinião do Pedal, mas concordo com o Gui. Um jogo deve focar no gameplay. Claro, há jogos com exelentes histórias, mas o gameplay deve sempre vir em primeiro lugar. Ou seja, para um jogo ser bom, em primeiro lugar, deve ter um bom gameplay. A história vem depois. Para explicar melhor, aí vão alguns exemplos:

Super Mario 64

Não precisa ser exatamente o 64, pegue qualquer jogo de plataforma tradicional do encanador bigodudo. Nesta versão, a história é a seguinte: a Princesa Peach convida Mario para comer bolo no seu castelo. Chegando lá, Mario descobre que Bowser a sequestrou e adivinha? Terá que salvá-la. A história do jogo pode ser explicada da seguinte forma: “a princesa foi sequestrada e você terá que salvá-la”. Simples. Durante o jogo, não há reviravoltas no roteiro, não há personagens com personalidades marcantes. Resumindo: o enredo de Super Mario 64 é pífio. No entanto, muitos consideram o jogo como o melhor do Nintendo 64. Por quê? Por causa do gameplay. Porque o jogo é divertido. MUITO divertido. E não foi necessária uma história para que o jogo alcançasse o status que possui até hoje.

Doom 3

Se formos analisar de forma simples, a história de Doom 3 é a seguinte: “você está num local que foi invadido por monstros do inferno e precisa sair daí com vida”. Essa frase também poderia explicar tranquilamente a história de todos os outros jogos da série. Já que a história é fraca, sobra o gameplay. E o gameplay de Doom 3 funciona muito bem, é um jogo muito divertido mesmo. Leiam qualquer análise do jogo feita na época do lançamento para ter uma ideia do que estou falando. Doom 3 até dá uma enrolada, colocando uma história de fundo legalzinha, mas não adianta. Eu e todo mundo que jogou Doom 3 só o fez por causa do gameplay, não por causa da história.

Citei apenas dois exemplos, mas poderia ter citado vários. A lista é imensa. Agora, o outro lado da moeda: o jogos com histórias boas. Nessa área, creio que o maior exemplo seja a série Metal Gear Solid. Joguei apenas o primeiro jogo da série, e deu pra perceber que a história é mesmo ótima. Além dele, existem os RPGs japoneses. Já li vários textos falando das exelentes histórias desses jogos, como Final Fantasy VI e VII, Xenogears, Chrono Trigger e por aí vai. A história pode ser boa, mas o sistema de batalha desses jogos é o que estraga tudo: as batalhas aleatórias e as batalhas por turno tiram a graça dos jogos. Por causa das batalhas aleatórias, não aguentei jogar nem 30 minutos do primeiro Final Fantasy, e as batalhas por turno me fizeram enjoar de FF XII e de Chrono Trigger. Se o gameplay fosse mais interessante e divertido, com certeza teria jogado todos esses games até o final.

É assim que os jogos devem ser criados, na minha humilde opinião. Não quero que os produtores pensem: “puxa vida! acabei de ter uma ótima idéia pra um roteiro de jogo. Quando o roteiro estiver pronto eu me preocupo com o gameplay”. Quero mais é que eles pensem assim: “puxa vida! Tive uma idéia genial para o gameplay do meu novo projeto de jogo! Ô Fulano, traz um copo d’água e um roteiro pra mim, por favor?”.


Análise – Avatar

janeiro 6, 2010

Todo mundo conhece James Cameron. O mundialmente famoso diretor responsável pelos dois primeiros Terminators (não por acaso, os únicos realmente bons) e o campeão de bilheteria Titanic, só para ficar em três exemplos. Quando terminou Titanic, Cameron começou a desenvolver o projeto que mais tarde se tornaria Avatar. Naquela época, imagino que ninguém além do próprio Cameron tinha idéia do quão grandioso seu projeto seria. Se não, por qual outra razão um diretor renomado como ele esperaria mais de 10 anos até ver seu projeto inteiramente realizado? Apenas se ele visse que o projeto teria imenso potencial. E ele acertou em cheio com Avatar.

Na história, o planeta Terra está em péssimas condições e os seres humanos decidem explorar as fontes de um mineral extremamente valioso que só existe no planeta Pandora. Nesse planeta vivem os mais diversos tipos de criaturas, entre eles os Na’vi, raça azul humanóide que vivem de forma similar aos índios da época do descobrimento das Américas: dormem em redes e possuem uma forte ligação com a natureza. O grupo de humanos que se instala em Pandora é dividido em duas partes: a parte dos militares, que não estão nem aí para os nativos e só querem saber do mineral precioso; e a parte dos cientistas, que são mais diplomáticos e procuram interagir com os nativos através do Projeto Avatar, que consiste em criar corpos misturando células Na’vi e humanas, para que um humano se conecte ao Avatar e possa interagir com os nativos. Jake Sully, ex-fuzileiro e paraplégico, concorda em participar do projeto, por estar se sentido inválido. Isso só acontece por que o irmão de Jake morre, e como os dois possuem o mesmo código genético (são gêmeos), Jake é chamado para utilizar o Avatar do irmão.

Quando assume o controle do Avatar pela primeira vez, Jake fica feliz da vida, porque assim pode andar de novo. No entanto, logo no primeiro dia em Pandora, ele acaba se perdendo, sendo obrigado a passar a noite inteira por conta própria. Acontece que no meio da noite ele acaba conhecendo Neytiri, uma Na’vi que logo de cara não vai com a cara do sujeito. Mas, por conta de um acontecimento místico, ela acaba levando Jake para conhecer seu clã. O pessoal da base humana gosta da idéia de ver Jake interagindo com os Na’vi, e decide usá-lo para obter informações. É a partir daí que conhecemos um pouco mais do mundo de Pandora e da cultura do povo Na’vi. O cuidado que Cameron teve ao criar cada aspecto da cultura deles foi incrível, foi um trabalho muito meticuloso. Não apenas o povo Na’vi, mas todo o planeta Pandora foi criado com um número incrível de detalhes, e eu tenho certeza de que nem metade do planeta foi mostrada ainda. Ainda há muito a ser explorado nos próximos filmes da série.

O que foi prometido foi cumprido com louvor: o filme é mesmo, um primor visual, um verdadeiro divisor de águas no que diz respeito a efeitos especiais. Os Na’vi, por exemplo: nem dá pra acreditar que eles são feitos totalmente de computação gráfica, tamanha a riqueza de detalhes nos corpos deles. É só dar uma olhada nos trailers ou nas fotos que ilustram este post para ter uma ideia do que estou falando.

No entanto, mesmo com tantas qualidades, Avatar tem sim seus pontos negativos. UM ponto negativo, para falar a verdade: seu roteiro. A história toda é clichê demais, mas não vou dar detalhes. Vários partes do filme são muito previsíveis, e algumas delas vão fazer você ter aquela sensação de “já vi isso antes”.

Considerando que esse foi apenas o primeiro filme de uma trilogia, há coisa muito boa por vir. O mundo que Cameron criou é vasto e há muito a ser explorado. Avatar, por si só, já é um épico, mas, se consertado o roteiro fraco, podemos ter sequências arrebatadoras, capazes de superar o original. Avatar 2, cadê você?


Feliz 2010!!

janeiro 5, 2010

Gostaria de desejar a vocês, leitores e paraquedistas do Google que visitam o blog, um ótimo 2010!!! Gostaria também que neste ano novo, mais posts virão e peço desculpas por ficar tanto tempo ausente do blog. Combinei com Rafael que este ano o OverLine terá mais posts do que nos anos anteriores! Então é isso aí, feliz 2010 e até o próximo post! =D


Super Street Fighter IV confirmado

outubro 13, 2009

Palma, palma, não priemos cânico, o OverLine não foi abandonado (por mais que pareceesse que foi) eu devo me desculpar por deixar o blog mais de um mês sem atualizações mas agora temos uma boa novidade

Pouco tempo atrás surgiu um rumor de uma continuação do Street Fighter IV (nada de SF V mas algo como SF Alpha IV, Super SF IV ou SF IV Turbo). O rumor foi confirmado com a imagem:

Indicado pela seta azul há um ’s’ grande indicando o termo “Super” logo atrás de Street Fighter e indicado pela seta vermelha há o T. Hawk

Depois a Capcom finalmente confirmou o jogo com as imagens que mostram a Juri e o T. Hawk

(A partir daqui as imagens ficarão só no link para não sobrecarregar a página)

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e mais recentemente também foi confirmada a participação do Dee Jay

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Super Street Fighter IV será lançado em 2010 para Playstation 3 e Xbox 360, não se sabe se vai sair para PC mas sabe-se que não vai sair para fliperama.


Sátiras de Zelda

setembro 5, 2009

Finalmente, depois de algum tempo sem dar sinais de vida notícias,  consegui tempo livre para atualizar o blog e como o título diz, hoje vou trazer para vocês duas sátiras da série The Legend of Zelda.

A primeira chama-se The Legend o Neil, onde um homem chamado Neil estava bêbado jogando o Zelda do nintendinho quando se asfixiou com o fio do controle e de algum modo foi tragado para dentro do jogo onde terá que viver as aventuras e provações de Link.

The Legend of Neil, 1ª temporada, 1º episódio

A segunda chama-se The Real Legend, onde a aventura de Ocarina of  Time é contada de um jeito cômico onde Link é burro, Navi percebeu de cara que Sheik e Zelda são a mesma pessoa e a Sheik ficou com Epona e presenteou Link com um burro (que ao menos é rápido).

The Real Legend, 1º episódio


Joguei Nintendo Wii… mas porque não estou empolgado?

agosto 22, 2009

wii

Ontem, pela primeira vez na minha vida, joguei num Nintendo Wii. Para a maioria de vocês isso nem deve ser grande coisa, mas quando vi o Wii lá, fiquei louco para jogar. Bom, deixa eu explicar mais devagar.

Ontem eu fui a um aniversário numa dessas casas de festa infantis. Fui para lá achando que só iria ficar comendo doce até o fim da festa. Mas então, quando eu resolvo dar uma volta pelo local… UM WII! Quando dei por mim, já estava jogando Wii Sports com uma menina que devia ter no máximo uns 5 anos. Mas… sei lá, não achei grande coisa. Não sei se foi pelo fato de ter jogando um dos títulos mais simples do console, ou porque minha adversária tinha 5 anos, mas não vi muita graça naquilo.

Acho que de tanto ler sobre o Wii desde que ele foi anunciado (quando ainda era chamado de Revolution) acabei criando expectativas muito altas em relação ao console. É o clássico caso de hype: eu tive altas expectativas, que acabaram não sendo cumpridas. Realmente uma pena.

Tomara que eu tenha outras chances para jogar Wii, de preferência algo como Smash Bros. ou Mario Galaxy!


Kamen Rider W

agosto 22, 2009

O ano sequer acabou e já vai estreiar uma nova temporada de Kamen Rider. Dessa vez o nome será Kamen Rider W (onde o ‘W’ deve ser pronunciado como ‘Double’). Isso é estranho já que o costume nos Tokusatsus é ser lançada apenas uma temporada por ano e esse ano já teve o Decade.

Logo abaixo virá um trailer e pelo que podemos observar não será apenas um protagonista mas dois que na hora de fazer a coreografia e gritar HENSHIN!!! se transformarem se fundirão em um único Rider. a data de estréia será 6 de setembro e como sempre será exclusivamente transmitido no japão para daqui a um ano ou dois ser dublado pela RedeTV! que nem o Ryukendo e provavelmente ser fansubbed e colocado em sites para que possamos aproveitar mais uma produção da terra do sol nascente.

E agora, com vocês, o trailer:


Playstation 3 Slim confirmado

agosto 19, 2009

Já houve muita boataria a respeito disso, mas, finelmente, foi confirmado pela Sony o playstation 3 Slim para este mês de setembro.  Ele será 33% menor,  36% mais leve e usará 34% menos energia quando comparado ao modelo antigo.

O seu preço será de US$ 299.00 (€299.00, ¥29980), ou seja, US$ 100.00 mais barato que o mais barato dos PS3 e com HD de 120 GB. O  seu lançamento será bom para quem não comprava os antigos (vixe, era tão conhecido por ser fodônicamente poderoso e já é chamado de ‘antigo’) pois o preço vai baixar para US$299.00 com HD de 80 GB e US$399.oo com HD de 160 GB.

Até agora ele só foi divulgado na cor preta mas sem ser no preto brilhante e fácil de sujar do PS3 e sim um preto fosco, mudando também o logotipo tendo trocado o “Playstation 3″ prateado e que imita o design do nome ‘Spider Man’ nos filmes por um “PS3″ fosco (e que de acordo com as imagens parece ser em baixo relevo).

Agora algumas imagens do PS3 Slim e comparando os dois modelos:


Apresentação

agosto 18, 2009

É isso aí gente, depois de muito esperar pro Pedro colocar o post dizendo que vou começar a escrever aqui, finalmente vou poder me apresentar. Meu nome é Rafael e sou apaixonado por video-games desde que me lembro de mim mesmo (costumava ir na casa do Pedro quase todo dia enquanto não ganhava o meu próprio). Eu costumo me manter atualizado sobre esse universo junto com o de Mangá/Anime procurando sempre notícias e novidades, e agora eu vou ter uma multidão(?) de gente pra compartilhar meus conhecimentos. Isso é tudo por hoje, mas amanhã mesmo já trarei novidades para todos os leitores do OverLine.


Mais uma mudança…

agosto 16, 2009

Calma, calma, não é nada de (muito) extraordinário. Como vocês bem sabem, a culpa do OverLine não ser atualizado como deveria é minha, então eu resolvi chamar alguém para dividir a culpa escrever no blog comigo! E não chamei qualquer pessoa não: chamei Rafael a tartaruga ninja meu grande amigo e muito mais viciado em games do que eu.
Bom, como ninguém sabe falar melhor sobre ele do que ele mesmo, ele fará um post se apresentado, para que vocês conheçam melhor o mais novo membro do OL!!