
- Pedro Ivo?
- Eu mesmo.
- Tô com uns jogos novos!
- Quais?
- Crysis e…
Antes do meu amigo perceber que eu não estava mais ao telefone, eu já estava batendo na porta da casa dele, tamanha era minha vontade de jogar Crysis. Iniciei logo um novo jogo, vi o incrível vídeo do começo do jogo e depois vi um tipo de comandante dando ordens a um pequeno grupo de soldados, que provavelmente não passava de uma desculpa para matar qualquer coisa que respirasse que passasse na minha frente. Assim que pousei na ilha (depois de um fracassado vôo de para-quédas), finalmente pude jogar Crysis.
E não me decepcionei. Logo de cara, percebi que dava pra pegar tudo, mas TUDO mesmo, que estiver ao alcance do jogador, de cadernos até pedras. Mas isso não chega nem perto do verdadeiro trunfo do jogo: o exoesqueleto. Aquilo faz um diferencial incrível na jogabilidade, e evitou uma possível sensação de deja-vù em que já tinha jogado Far Cry. Basicamente, o exoesqueleto faz o personagem realizar coisas sobre-humanas, como correr super-rápido, ficar invisível e saltar na altura de uma casa. Essas pequenas coisas fazem toda a diferença. Vejamos um exemplo: várias vezes eu tentava dar uma de Rambo e saia invadindo as bases inimigas do jogo sem nenhuma proteção, o que geralmente me fazia ficar com a energia muito baixa. Então bastava eu utilizar minha super velocidade, recuperar as anergias e sair correndo dali.
E como o jogo se passa numa ilha e não numa base fechada ou estação espacial qualquer, as formas que abordar os inimigos são bem variadas. Você pode ativar a super-força, agarrar um inimigo e arremessá-lo contra outro, por exemplo. Dá também pra chegar invisível perto de um inimigo e acertar-lhe um tiro na testa, sem que ele nem saiba o que o atingiu. Há certas partes onde tem uma casa com alguns inimigos em volta, então você tem que escolher o melhor jeito de dizimá-los: jogando granadas? Pegar um carro e sair dele em movimento, fazendo com que ele chegue até a casa onde se encontram os inimigos para depois meter balar e mandar tudo pelos ares? Ou invadir a casa no melhor estilo Rambo metralhando todos que estiverem dentro (como eu faço)? Essa são só algumas opções, e a graça do jogo é justamente essa gama de possibilidades de se cumprir um mesmo objetivo, estimulando o jogador a ser criativo explorando as possibilidades que o jogo oferece.
O ruim mesmo foi eu não ter jogado tempo suficiente para chegar na parte em que aparecem os alienígenas, mas vou deixar para uma próxima vez.
Escrito por pedrovader


















