Lá estava eu, na minha cama tentando dormir. Mas pra variar eu não estava conseguindo. E é nessas horas que eu começo a pensar em umas idéias bem legais (ou não). A mais recente delas foi vidência. “Vidência? Esse cara endoidou?” Calma, leitor
do OverLine. Eu explico melhor.
O mercado de games vive saturado de títulos iguais e repetitivos. Quem aí nunca reclamou dos trocentos FPS lançados todos os anos? Das inúmeras seqüências de games de sucesso lançadas anualmente(Need for Speed por exemplo)? O mercado PRECISA de títulos novos e inovadores. Vide Portal. Aquilo sim é um jogo inovador.
Portal foi um dos jogos que acompanhou o pacote The Orange Box, que incui Half-Life 2: Episode 2, o próprio Portal, Team Fortress 2, Half-Life 2 e o primeiro episódio.
Portal é um jogo diferente que veio para salvar os FPS da mesmice. Nele o jogador possui uma arma que cria portais(sério?Nossa…) e pode fazer o que bem entender com ele, como se transportar de uma lugar para outro do mapa, e outras coisinhas a mais que não vou falar pois esse não é o objetivo do post.
Agora o que a vidência tem haver com tudo isso? Simples: do mesmo jeito que Portal possui uma característica simples e ao mesmo tempo inovadora, games que utilizarem vidência podem ter o mesmo efeito. Confuso? Vou exemplificar.
Em Prince of Persia: The Sands of Time, toda vez que o jogador salva o jogo Prince tem uma visão em preto-e-branco que mostra o que virá pela frente. Mas nesse jogo a questão não era lá muito explorada pois o que era revelado por meio das visões não eram detalhes do enredo e sim obstáculos que o príncipe teria que superar. Quando joguei o jogo pela primeira vez fiquei meio impressionado porque havia jogado e zerado primeiro Warrior Within. Mas vamos parar por aí.
Um game que utilizasse vidência TERIA que ser diferente, pois a vidência por si só já é um tema diferente. Imagine algo como Max Payne. Não vou entrar em detalhes sobre o enredo, citei esse jogo apenas como base. Supondo que o protagonista do jogo tem sua família morta por um bando de assassinos (as semelhanças com Max Payne acabam aqui), e isso o deixa tão perturbado que de repente começa a ter visões e não sabe se são ou não verdadeiras. Aí ele tem a visão de seu melhor amigo conversando com um dos assassinos em um bar. Ele vai até esse bar e descobre que o que previu realmente aconteceu. Abismado, ele procura se acalmar e ao mesmo tempo procurar detalhes sobre o envolvimento em os assassinos e seu melhor amigo(do protagonista, não o seu, se é o que está pensando). Então, durante o jogo, nas missões, o protagonista não teria um “computador-culular-super- moderno-que-grava-os-objetivos” e sim visões que diriam o que iria acontecer ou o que está acontecendo e cabe a ele impedir ou não. As visões seriam visões do FUTURO PRÓXIMO e não visões do passado, como The Suffering. E também teria que ter visões do enredo. Por exemplo: o protagonista conhece um cara chamado Neto que o ajuda na vingança. Mas aí você tem uma visão de Neto entrando em contato com assassinos e então você decide matá-lo, alterando o final do jogo. Isso seria incrível. Mas não seria só isso. A morte de um ou mais personagens teria um impacto enorme na história, modificando-a totalmente. Mas não seria algo como Chrono Trigger em que você só pode mudar o enredo em partes específicas do jogo. Seria a qualquer hora mesmo, como em uma missão: estão lá você e seu amigo invadindo o esconderijo de uns bandidos. Mas aí, por causa da visão que você teve tempos atrás, acha que ele é um traidor e o mata. Isso já iria alterar o enredo do jogo.
Mas claro, um jogo que utilizasse esses elementos (ou algo parecido) teria que ter uma história incrível (não necessariamente como essa que eu disse). Aí sim seria um baita de um jogo, não importando seu gênero.


Escrito por Pedro Ivo
Escrito por Pedro Ivo 
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