
Finalmente Hulk retorna aos cinemas, mas dessa vez sob forte pressão, pois o diretor Louis Leterrier teve a difícil tarefa de superar, de todas as formas, o fraco filme anterior baseado no Verdão da Marvel. Teria ele conseguido cumprir os objetivos e superado as expectativas? Com toda certeza.
O Incrível Hulk não é um recomeço para o personagem, mas também não é uma seqüência direta do anterior. Logo no começo, o espectador é apresentado a tudo o que precisa saber. É logo depois dessa sena introdutória que o filme começa de verdade.

Bruce Banner agora é um fugitivo do Governo dos Estados Unidos, que quer usa-lo para realizar experiências. Banner não quer que isso aconteça, pois só ele sabe o poder da criatura que está dentro dele. Ele não foge apenas para salvar a si mesmo: o faz também para salvar todos à sua volta. Já que é um fugitivo, Banner vive escondido. No começo do filme, ele está na favela da Rocinha e trabalha numa fábrica de refrigerantes. Mas um pequeno acidente acaba por denunciar sua localização, e estão tem início uma caça à Banner: vários homens armados, comandados pelo General Ross, invadem a favela numa perseguição incessante por Bruce, que culmina em sua transformação no Gigante Esmeralda.
E ver Hulk em ação é fantástico. É tudo muito realista, com tudo o que a computação gráfica pode oferecer. Dá pra notar que, quando se transforma, os músculos de Hulk chegam ao limite máximo, dá a impressão de que vão se romper a qualquer momento. Mas os belos efeitos especiais não ficam só reservados á Hulk. O vilão do filme, Abominável, também é extremamente detalhado e apresenta um desafio real ao herói, dá pra sentir o desafio que Hulk tem ao enfrentar o vilão.

Mas claro, o filme não é só ação o tempo inteiro. Também tem a busca de Bruce pela cura, que, pra variar, não encontra, e a difícil relação dele com Betty Ross. Por falar nela, neste filme ela não fica apenas como uma espectadora vendo tudo acontecer ao longe. Ela literalmente vai pra briga, arriscando sua vida várias vezes (mas claro, acaba sendo salva por Hulk). A relação entre eles ainda não foi totalmente resolvida mas com certeza será explorada numa futura continuação.
Quem viu o filme e acompanha o universo da Marvel, percebeu como o filme traz várias referências a esse universo. Por exemplo: na conversa do General Ross com Emil Blonsky ( o cara que vira o Abominável), ele cita o projeto do supersoldado realizado durante a Segunda Guerra Mundial, uma clara citação ao Capitão América, que infelizmente não dá as caras no filme, como o diretor Louis Leterrier havia prometido. Bom, pelo menos a tão comentada cena com Tony Stark está lá, e me deixou bastante empolgado. Quem ficou no cinema até o fim dos créditos em Homem de Ferro sabe que Nick Fury fala com Stark sobre a Iniciativa dos Vingadores. Agora, em O Incrível Hulk, Stark diz que “nós estamos nos reunindo”. Pode ser que o filme dos Vingadores esteja mais próximo do que imaginamos.

Mais uma vez, a Marvel prova que é sim capaz de fazer seus próprios filmes, e o resultado final foi tão bom quanto Homem de Ferro. Até agora, nada foi confirmado sobre uma continuação, mas segundo fortes boatos, Tony Stark estaria querendo levar Hulk para longe deste planeta, assim como aconteceu nos quadrinhos. Será?
[Desculpem pela demora em postar a análise. O problema foi meu PC. Preciso manda-lo ao conserto o mais rápido possível =D]