Dia 18 de julho já estava marcado. Era a tão aguardada estréia do novo filme do Batman, que eu aguardava ansiosamente desde que foi anunciado. Para alguns que estavam no cinema, aquela seria só mais um filme de super-herói, como Hulk ou Homem de Ferro. Mas pra mim, o filme tem um significado muito maior: Batman é o meu personagem dos quadrinhos favorito. E eu já sabia que o filme seria bom, mas não tanto a ponto de eu ficar alguns momentos na cadeira do cinema após o término da sessão, apenas pensando na maravilha que tinha acabado de presenciar.
O Cavaleiro das Trevas é a seqüência direta de Begins, e agora Batman já é aceito por boa parte da população, que começa a acreditar em uma Gotham melhor, sem crimes. O problema é que com as ações do Batman, a máfia de Gotham fica comprometida, o que acaba forçando os mafiosos a tomarem medidas drásticas para deter os Morcegão, e é aí que o vilão mais legal de todos os tempos entra na jogada: o Coringa.
Quem viu o final de Batman Begins sabe que o Coringa já de fato “existia”, mas não dá as caras no filme. No começo de O Cavaleiro das Trevas, ele ainda é tido como um “zé-ninguém”, desprezado pelos mafiosos, que só depois percebem que só o Coringa tem alguma chance contra Batman.
O Coringa é mal. O Coringa é louco. Você percebe tudo isso vendo o filme, mesmo sem saber de onde veio tanta loucura. Como o Coringa já estava à solta em Begins, não há nenhuma cena que mostre sua origem, o máximo que ocorre é quando ele inventa duas versões ao longo do filme, e isso acaba nem sendo importante, pois não interfere na trama.
Outro personagem importante na trama também é Harvey Dent, o “Cavaleiro Branco”, eleito promotor público de Gotham, que acredita por uma Gotham melhor e sem violência, só que sendo fiel à lei. O próprio Bruce Wayne passa a acreditar em Harvey, e vê nele uma chance de deixar para trás a vida de Homem-Morcego. Mas, embora Bruce e Harvey lutem pelas mesmos ideais, por uma coisa eles competem: pelo coração de Rachael Dawes. Ela fica divida entre os dois salvadores de Gotham, mas consegue tomar uma escolha.
E, quem acompanha o universo do Batman ou pelo menos conhece o mínimo sobre o personagem, deve saber que Harvey Dent é o cara que acaba virando o Duas Caras. Spoiler? Creio que não, porque o personagem Harvey foi amplamente divulgado durante a campanha do filme, tendo ganho até um blog. Só não digo o que ele faz no filme, porque aí já é falar demais.
Apesar de ter o melhor enredo de um filme baseado em quadrinhos, O Cavaleiro das Trevas também possui excelentes cenas de luta, já que agora Batman ganhou uma nova roupa que permite a ele se movimentar mais livremente (a antiga era bem dura). Portanto, espere cenas de luta bem legais. Mas, além de um uniforme novo, Batman agora usa a já famosa batpod, a moto do herói. Uma bela adição, para o Batman poder dirigir por Gotham sem usar o trambolho que é o bat- tanque. Não estou reclamando, mas aquele tanque não é nada discreto. Apesar da batpod ser menor, ela é quase tão potente quanto o bat-tanque (só pra se ter uma idéia, as rodas dos dois veículos são do mesmo tamanho: dois palmos e meio).
Outra coisa interessante no filme é que ele não abusa de CGs, usadas na grande maioria dos filmes de super-heróis. Eu adoro CGs, mas acho que incrível que um dos melhores filmes do ano quase não use este artifício, esse é só mais um dos motivos pelos quais adorei este filme. As únicas CGs que vi no filme foram o rosto do Duas Caras e uma cena rápida com a batpod. O resto, tudo em tempo real.
Esse novo Batman certamente é até agora o melhor filme de ação do ano, e deveria ser um padrão na hora de se fazer um filme baseado em super-heróis. Se você ainda não viu, vá agora para o cinema!




Escrito por Pedro Ivo 
Escrito por Pedro Ivo