Metal Gear Solid ganha mais um fã

Agosto 25, 2008

O texto comtém spoilers de MGS1

A menos que more em Atlântida, com certeza você soube do lançamento de Metal Gear Solid 4. Eu tentei ignorar o jogo ao máximo, até evitando ver os vários vídeos liberados durante o desenvolvimento do jogo. Mas não foi possível, já que o hype de MGS4 tomou conta do mundo gamer. Mas a minha história com MGS começa um pouco antes.

Em 2005, poucos meses depois do lançamento de MGS3, resolvi baixar o primeiro MGS para ver ser o jogo era bom mesmo. Baixei a versão de PC, e devido à minha incapacidade de descobrir qual botão fazia o que, chegando até a ficar irritado por não achar o botão de pular, desisti do jogo, e comecei a achar MGS uma porcaria.

Mas aí, como eu disse no primeiro parágrafo, não deu pra fugir do hype do quarto jogo da série e já que não possuo um PS3, baixei novamente a versão para PC de MGS1. Mas dessa vez eu tinha um joystick igual ao do PS2, o que facilitou muito na hora de jogar e me fez descobrir que em MGS não existe botão de pular. :P

Então lá estava eu, invadindo a famosa ilha de Shadow Moses. Dessa vez, minha vontade de jogar era maior, e eu queria realmente aprender a gostar do jogo. E gostei. Muito. Das batalhas contra os chefes e das interrogações nas cabeças dos guardas até as enormes cutscenes, gostei de tudo. Personagens, história, música. Tudo combina perfeitamente.

Falando em história, ela merece um destaque especial. Os acontecimentos estranhos, as desconfianças de Snake (e também do jogador), formam o clima perfeito, fazendo com que você não saiba se vai confiar ou não nos companheiros que falam com Snake via Codec. Eu fiquei um tempão usando o Codec, contatando a equipe de Snake toda hora depois de algum evento, só pra ver se eles diziam alguma coisa nova.

Agora eu finalmente pude entender porque o criador da série, Hideo Kojima, é conhecido como um dos gênios da indústria de games, fazendo com que as pessoas agradeçam a ele e fiquem perplexas com seus jogos.

Me veio à cabeça agora os útimos momentos do jogo. A luta entre os irmãos Solid e Liquid, em cima do Metal Gear destruído, e só usando os punhos, foi muito intensa. Acho que foi a batalha contra chefe que eu mais me dediquei até hoje. E porque Liquid teima em não morrer? Caramba, o cara cai de uma altura imensa dentro de um helicóptero, depois cai do Metal Gear, e depois ainda bate com um carro, mas só morre por conta do vírus no seu corpo. Esse deu trabalho!

Agora estou louco para jogar MGS2, que também tem versão para PC. E também quero descobrir mais coisa sobre um tal de Solidus Snake, que só aparece em um diálogo no fim dos créditos do jogo. Por favor, não me contem! :P


Primeiras Impressões – Crysis

Agosto 10, 2008

- Pedro Ivo?
- Eu mesmo.
- Tô com uns jogos novos!
- Quais?
- Crysis e…

Antes do meu amigo perceber que eu não estava mais ao telefone, eu já estava batendo na porta da casa dele, tamanha era minha vontade de jogar Crysis. Iniciei logo um novo jogo, vi o incrível vídeo do começo do jogo e depois vi um tipo de comandante dando ordens a um pequeno grupo de soldados, que provavelmente não passava de uma desculpa para matar qualquer coisa que respirasse que passasse na minha frente. Assim que pousei na ilha (depois de um fracassado vôo de para-quédas), finalmente pude jogar Crysis.

E não me decepcionei. Logo de cara, percebi que dava pra pegar tudo, mas TUDO mesmo, que estiver ao alcance do jogador, de cadernos até pedras. Mas isso não chega nem perto do verdadeiro trunfo do jogo: o exoesqueleto. Aquilo faz um diferencial incrível na jogabilidade, e evitou uma possível sensação de deja-vù em que já tinha jogado Far Cry. Basicamente, o exoesqueleto faz o personagem realizar coisas sobre-humanas, como correr super-rápido, ficar invisível e saltar na altura de uma casa. Essas pequenas coisas fazem toda a diferença. Vejamos um exemplo: várias vezes eu tentava dar uma de Rambo e saia invadindo as bases inimigas do jogo sem nenhuma proteção, o que geralmente me fazia ficar com a energia muito baixa. Então bastava eu utilizar minha super velocidade, recuperar as anergias e sair correndo dali.

E como o jogo se passa numa ilha e não numa base fechada ou estação espacial qualquer, as formas que abordar os inimigos são bem variadas. Você pode ativar a super-força, agarrar um inimigo e arremessá-lo contra outro, por exemplo. Dá também pra chegar invisível perto de um inimigo e acertar-lhe um tiro na testa, sem que ele nem saiba o que o atingiu. Há certas partes onde tem uma casa com alguns inimigos em volta, então você tem que escolher o melhor jeito de dizimá-los: jogando granadas? Pegar um carro e sair dele em movimento, fazendo com que ele chegue até a casa onde se encontram os inimigos para depois meter balar e mandar tudo pelos ares? Ou invadir a casa no melhor estilo Rambo metralhando todos que estiverem dentro (como eu faço)? Essa são só algumas opções, e a graça do jogo é justamente essa gama de possibilidades de se cumprir um mesmo objetivo, estimulando o jogador a ser criativo explorando as possibilidades que o jogo oferece.

O ruim mesmo foi eu não ter jogado tempo suficiente para chegar na parte em que aparecem os alienígenas, mas vou deixar para uma próxima vez.