Finalmente, depois de dias quebrando a cabeça e procurando um jogo, hoje é o dia da inauguração da categoria “Bizarro” aqui no OverLine! Como o próprio nome indica, a categoria será só sobre coisas e games bizarros. E, para inaugura-la, escolhi o jogo Fantasy Zone, do Master System.
A bizarrice já começa pela capa do jogo. Caso você não tenha percebido, está escrito em letras bem grandes os seguintes dizeres: The Mega Cartridge. Que o jogo tem 1MB. Incrível, não? E na época (anos 80) isso era mesmo. Consigo até imaginar as criancinhas desesperadas querendo comprar o “jogo de nave de 1MB”.
E então, o jogo começa. Nada de muito anormal: o nome do jogo e um fundo verde(?). Aí, quando o jogo começa, você se vê no controle de uma nave amarela que mata, liquida, trucida, esmaga criaturas inocentes e alegres que vagam pelo mundo do jogo. Já mencionei o nome da nave? Opa-Opa. Isso mesmo. Santa criatividade, Sega!
O jogo é extremamente infantil. Nem Sonic (da própria Sega) é tão infantil assim. Em Sonic, quando o personagem morre, toca uma musiquinha de “perdeu, cara”, e Sonic vira para a tela com cara de assustado e afunda no cenário. E em outros jogos de nave? O que acontece quando a nave está prestes a “morrer” (naves morrem?)? Ela explode, lógico. Explode e milagrosamente volta. Mas não em Fantasy Zone. Aqui, quando a singela nave “morre”, ela vira purpurina.¬¬’
E, também indo ao inverso de todos os jogos de nave, em Fantasy Zone os inimigos não estão nem aí para Opa-Opa. Simplesmente vagam pelo cenário até que a nave encoste nele e exploda.
Outra tosquice do jogo é sua trilha sonora. Parece que tem alguém assobiando rouco (isso existe?) e só deixa o jogo mais alegre e mais feliz. A Sega simplesmente exagerou na doze de “boniteza” presente no jogo.
Mais bizarro do que tudo que foi dito até agora, é que o jogo vendeu bem. Tão bem que teve uma seqüência e um jogo chamado Fantasy Zone: The Maze, que nada mais é do que uma cópia tosca e barata de Pac-Man. Se quiser, jogue, mais é por sua própria conta e risco.




Escrito por Pedro Ivo