Atuações sofríveis, computação gráfica da pior qualidade, diálogos clichezíssimos… É muita coisa ruim num vídeo só! Fiquei sem palavras – ou melhor, quase. Confiram o que tenho a dizer logo após o trailer dessa jóia rara chamada Piranhaconda.
Atuações sofríveis, computação gráfica da pior qualidade, diálogos clichezíssimos… É muita coisa ruim num vídeo só! Fiquei sem palavras – ou melhor, quase. Confiram o que tenho a dizer logo após o trailer dessa jóia rara chamada Piranhaconda.
Esse aí em cima é o Game.com. Nunca ouviu falar dele? Calma, não é nenhum pecado: lançado em 1997, o portátil é um dos consoles mais fracassados de todos os tempos.
Fabricado pela Tiger Eletronics, o Game.com (pronuncia-se “Game com”, sem o “ponto”) veio para competir no mercado dos portáteis, altamente dominado pelo Game Boy da Nintendo, que reinava no segmento desde o fim dos anos 80. Para evitar uma concorrência direta com o portátil da Big N, a Tiger mirou tinha um público-alvo diferente: o foco da empresa eram os adultos, enquanto a Nintendo se focava nas crianças e jovens. Assim, o Game.com possuía algumas características de PDA para tentar atrair seu público, como calculadora, lista de contatos e calendário. Ele foi pioneiro em alguns aspectos, como a presença de uma tela de toque (incorporada anos depois no Nintendo DS) e a possibilidade de colocar dois cartuchos na máquina de uma vez só (característica também presente nos primeiros modelos do DS, veja só).
Com a proposta de ser voltado aos gamers adultos, o portátil atraiu a atenção das desenvolvedoras. Assim, ele ganhou versões de jogos como Duke Nukem 3D, Mortal Kombat Trilogy, e o que talvez seja o jogo mais famoso do sistema, Resident Evil 2. E um dos piores também. Assiste ao vídeo abaixo e comprove:
A verdade é que o Game.com se mostrou um console desastroso, com horríveis versões de jogos famoso lançados, versões essas que não são nem a sobra das originais. Com o fracasso inicial do portátil e dos seus games, outras empresas que também estavam desenvolvendo para ele se mandaram com medo de embarcar nessa canoa furada. Entre elas estava a Konami, com uma versão de (pasmem!) Metal Gear Solid.
Ficou curioso para conhecer melhor o Game.com? Pois saiba que já existe como emular este maravilhoso (*cof cof*) sistema no seu computador. O link é este aqui. Caso algum dia eu esteja com muita, mas MUITA vontade de sofrer, testo o emulador para fazer um Primeiras Impressões pra vocês
Finalmente, depois de dias quebrando a cabeça e procurando um jogo, hoje é o dia da inauguração da categoria “Bizarro” aqui no OverLine! Como o próprio nome indica, a categoria será só sobre coisas e games bizarros. E, para inaugura-la, escolhi o jogo Fantasy Zone, do Master System.
A bizarrice já começa pela capa do jogo. Caso você não tenha percebido, está escrito em letras bem grandes os seguintes dizeres: The Mega Cartridge. Que o jogo tem 1MB. Incrível, não? E na época (anos 80) isso era mesmo. Consigo até imaginar as criancinhas desesperadas querendo comprar o “jogo de nave de 1MB”.
E então, o jogo começa. Nada de muito anormal: o nome do jogo e um fundo verde(?). Aí, quando o jogo começa, você se vê no controle de uma nave amarela que mata, liquida, trucida, esmaga criaturas inocentes e alegres que vagam pelo mundo do jogo. Já mencionei o nome da nave? Opa-Opa. Isso mesmo. Santa criatividade, Sega!
O jogo é extremamente infantil. Nem Sonic (da própria Sega) é tão infantil assim. Em Sonic, quando o personagem morre, toca uma musiquinha de “perdeu, cara”, e Sonic vira para a tela com cara de assustado e afunda no cenário. E em outros jogos de nave? O que acontece quando a nave está prestes a “morrer” (naves morrem?)? Ela explode, lógico. Explode e milagrosamente volta. Mas não em Fantasy Zone. Aqui, quando a singela nave “morre”, ela vira purpurina.¬¬’
E, também indo ao inverso de todos os jogos de nave, em Fantasy Zone os inimigos não estão nem aí para Opa-Opa. Simplesmente vagam pelo cenário até que a nave encoste nele e exploda.
Outra tosquice do jogo é sua trilha sonora. Parece que tem alguém assobiando rouco (isso existe?) e só deixa o jogo mais alegre e mais feliz. A Sega simplesmente exagerou na doze de “boniteza” presente no jogo.
Mais bizarro do que tudo que foi dito até agora, é que o jogo vendeu bem. Tão bem que teve uma seqüência e um jogo chamado Fantasy Zone: The Maze, que nada mais é do que uma cópia tosca e barata de Pac-Man. Se quiser, jogue, mais é por sua própria conta e risco.