
Demorou, mas saiu! Aí estão, os comentários que fiz de vários jogos apresentados na conferência da Microsoft. Não falei de todos, mas acredito que, sendo essa a primeira E3 que eu “cubro”, já é alguma coisa.
CALL OF DUTY: MODERN WARFARE 3

Lembram da E3 do ano passado, quando a Microsoft iniciou a conferência pré-E3 exibindo cenas do (até então) super aguardado Call of Duty: Black Ops? Pelo visto a ideia deu certo, tanto que resolveram iniciar a conferência desse ano da mesma forma: ninguém diz nada, vemos apenas um carequinha simpático mostrando uma sequencia inédita do gameplay de Call of Duty: Modern Warfare 3. Claro, não deixa de ser uma ótima forma de divulgar um game que já é um dos mais esperados do ano desde muito antes do lançamento do primeiro teaser, mas precisava fazer EXATAMENTE igual ao ano passado? Quanto ao que foi mostrado do jogo, só me impressionei com os minutos finais, depois que a trupe de soldados sai do submarino. São prédios pegando fogo, mísseis sendo disparados, aviões se chocando contra navios… quer mais o quê?!?
TOMB RAIDER

Encerrada a apresentação de Call of Duty, subiram no palco dois caras da Crystal Dynamics para falar e mostrar ao mundo um pouco do novo Tomb Raider, que reiniciará a franquia. Antes de tudo, eu era contra o reboot. A série já havia sofrido uma renovação mais que bem vinda em Tomb Raider Legend. O Anniversary também foi muito bom, e o Underworld deu uma escorregada. Mas poxa, precisava reiniciar a série de novo, apenas cinco anos depois do último reboot?
Contudo, o que foi exibido na conferência me convenceu de que um reboot talvez não seja uma ideia tão ruim assim. Foi apresentada uma demo, e ela começa com Lara presa dentro de uma caverna, amarrada de cabeça para baixo. Ela consegue se soltar, mas na queda acaba com um pedaço de madeira preso na barriga. Ela, em meio a gemidos de dor, consegue tirar o tal pedaço, e em seguida inicia uma corrida desesperada à procura da saída da caverna. que chamou a minha atenção foi a brutalidade do game, deixando de lado toda a graciosidade que Lara possuía nos games anteriores. A moça grita, geme de dor, se desespera. Se isso vai ou não funcionar durante o game inteiro, eu não sei dizer. Mas sabe aonde essa nova abordagem funcionaria muito bem? No cinema. A ideia de um novo Tomb Raider nas telonas já sobrevoa Hollywood, e se for seguida a abordagem do novo game, o sucesso estará praticamente garantido.
SUPORTE DA EA PARA O KINECT
Lembram do Peter Moore? É, aquele cara que há alguns anos era chefe da divisão de games da Microsoft. O tempo passou, e hoje o sujeito trabalha na EA Sports. E lá estava ele, no palco da conferência, fazendo o anúncio da mais nova parceria da Microsoft com a EA: quatro games da linha EA Sports terão supore ao Kinect, sendo três deles bem populares (Madden NFL, FIFA e Tiger Woods), além de um título ainda não anunciado. Como se tratam de alguns dos jogos mais populares da EA, era de se esperar que fosse mostrada pelo menos a jogabilidade, mas nada disso. Peter Moore desce do palco, deixando os gamers de todo o mundo chupando dedo.
SUPORTE DA UBISOFT PARA O KINECT
Depois da EA, sobem ao palco dois representantes da Ubisoft para falar sobre o novo game do selo Tom Clancy’s, o Ghost Recon: Future Soldier. Um trailer (fraquíssimo) foi exibido, e em seguida fomos apresentados ao que me pareceu ser o grande destaque do game: o sistema de customização de armas. Imagino que alguém lá na Ubi seja um grande fã dos tempos áureos de Need for Speed (leia-se Need for Speed Underground 2), tanto que resolveu que seria uma ótima ideia criar um sistema de customização de armas no seu mais novo game de tiro. Tenho pena dessa pessoa, sério. Pelo número de customizações possíveis, é bem capaz que você passa mais tempo editando a arma do que de fato estourando os miolos dos adversários. E a solução arranjada para atirar usando o Kinect? Ridícula! Não sei você, mas eu nunca vi ninguém abrindo a mão para disparar um tiro. Vacilo, né, dona Ubi?
NOVIDADES NA XBOX LIVE
Pausa nos games, e o foco da conferência vai para as novidades da Xbox Live. A mais importante delas, claro, é a implementação o YouTube à Live. Outra novidade (meio inútil, na verdade) é a implementação dos sistema de buscas Bing. O serviço vai servir apenas para pesquisar sobre filmes, séries, esse tipo de coisa. Pode até parecer prático, mas será um sistema imcompleto. Porquê? Simples: quando você tiver acesso ao sistema, pesquise por “Super Mario”. Duvido muito que algum resultado será encontrado!
RYSE

A desenvolvedora alemã Crytek nasceu nos PCs com Far Cry e se tornou multiplataforma com Crysis 2. Agora, anuncia seu primeiro game voltado exclusivamente para um console: Ryse. Além disso, é o primeiro game da empresa a sair do gênero FPS, o que por si só já vale a curiosidade. No game, deixamos de lado as florestas e cidade recheadas de aliens e partimos para os tempos antigos, na época de Roma e suas grandes guerras. O trailer exibido deixa bem claro que o jogador estará no comando de um soldado no calor da batalha, atacando inimigos com lanças, espadas socos e até com a própria cabeça! E o mais importante: de todos os games voltados para os Kinect, Ryse é o único com verdadeiro potencial. Se tem um jogo que será capaz de atrair o público hardcore para o Kinect, este jogo é Ryse.
HALO ANNIVERSARY
Voltemos no tempo. O ano? 2001. Ano de lançamento do game que revolucionou o modo como os FPS erm jogados em consoles: Halo. Sinceramente, acho exagero o prestígio e a fama atribuídos ao game. Sim, é inegável que o game teve um papel importante, mas não tem nem metade das mil e uma maravilhas que dizem que ele possui. Mas tudo bem, dá pra entender o apreço que a Microsoft tem pelo título. Logo, nada mais óbvio do que a Microsoft lançar um remake, para comemorar os dez anos do seu “clássico”. Mesmo não curtindo o game, admito que foi uma boa ideia. Halo é Halo, a eterna fonte de dinheiro da Microsoft.
FORZA MOTORSPORT 4
Foi exibido um trailer do game, uns caras da desenvolvedora subiram ao palco para falar um pouco do game. Bom, acho que já dá pra imaginar o que foi dito/exibido do jogo. Taí uma coisa que eu acho chata nos simuladores de corrida: não há muito o que se falar na divulgação desse tipo de game. “Gráficos foto-realistas”, “trocentos carros”, “trocentas pistas baseadas em circuitos reais”… e não sai disso. Pois é, bem sem graça.
FABLE: THE JOURNEY

Sobe ao palco Peter Molyneux, para o anúncio do mais novo título da série Fable. Eu me lembro de ter passados incontáveis horas jogando a versão para PC do primeiro jogo da série (The Lost Chapters), é um RPG dos bons. Fable II veio e evoluiu os conceitos do primeiro game. Fable III foi um pouco diferente, pois aqui o jogador já iniciava o game como um rei, ao invés de partir pelo mundo como um zé ninguém e conquistando respeito no processo. Agora, com The Journey, Molyneux pretende mudar uma característica não apenas fundamental à série, mas a qualquer RPG: a exploração. Ao invés de explorar o vasto mundo de Albion a seu bel-prazer, o jogador é obrigado a seguir uma trilha pré-determinada pelo game. Sobra então para o gamer a tarefa de atacar os monstros utilizando magia enquanto o personagem se movimento sozinho, como se fosse um The House of the Dead ambientado na Terra Média.
Ah, e o uso de magia através do Kinect não empolgou, me pareceu muito repetitivo. Talvez esteja na hora de Peter Molyneux deixa a série Fable um pouco de lado, antes que ele a estrague de vez. Para ver o vídeo do gameplay exibido na conferência, clique aqui.
MINECRAFT
Existem muitos games indie bons por aí, não há dúvidas. Mas a grande maioria acaba ficando conhecida apenas pelas pessoas que acompanham esse nicho de mercado. É muito difícil esse tipo de game chegar ao conhecimento do grande público, e foi por isso que eu abri um sorriso enorme quando vi Minecraft no telão da conferência. É mais uma prova de que, aos poucos, as grande empresas estão olhando para os pequenos desenvolvedores. E, quem sabe, isso não acaba virando uma tendência? Poxa, todo mundo conhece algum jogo indie que merecia mais reconhecimento. E veja que beleza: todo mundo sairia ganhando com isso! Os gamers, pois teriam acesso a mais games de qualidade; aos pequenos desenvolvedores, pois teriam seu trabalho reconhecido pelo grande público; e à grandes empresas, pois o únicod trabalho que teriam seria o de adaptar o game para seus consoles com algumas melhorias gráficas aqui e acolá. Bom, sonhar não custa nada!
KINECT DYSNEY ADVENTURES

O sonho de muita gente que cresceu assistindo os grandes clássicos da Disney é visitar um dos grande parques Disneyland. Com isso em mente, alguém teve a brilhante ideia de levar a Disneyland aos lares de milhões de pessoas ao redor do mundo. Ideia boa, mas executada da forma mais IMBECIL possível. Sério, tive dó até das criancinhas que estavam lá para demonstrar o game, tamanho era o fracasso delas em tentar convencer que estavam se divertindo. Basicamente, Kinect Disneyland Adventures se resume a passear pela Disneyland virtual e jogar minigames parecidíssimos, além de muito repetitivos (veja por si mesmo). Reparem só: a única diferença entre o modo como as crianças jogam o minigame do Peter Pan e o da Alice é a posição dos braços das crianças. Diversidade, a gente NÃO vê por aqui.
KINECT STAR WARS

Na E3 do ano passado, este foi o único game que me fez acreditar no potencial do Kinect. Um ano se passou, e só agora novos detalhes foram revelados. O jogo na época nem nome tinha, e, convenhamos, era melhor que tivesse ficado sem. Kinect Star Wars? Mais genérico impossível. E, infelizmente, o termo “genérico” não se aplica apenas ao nome do game. Todo o gameplay exibido na conferência passou a impressão de algo mal-acabado, feito nas coxas. Os gráficos têm um aspecto borachudo, algo inadmissível quando se leva em consideração que a geração atual de consoles já está na estrada há quase seis anos. E a jogabilidade também não ficou lá essas coisas. Não sei se foi culpa do cara que estava jogando, mas os comandos me pareceram simples demais, e o personagem controlado pelo jogador me pareceu mais com um cara qualquer que por acaso encontrou um sabre de luz do que um verdadeiro membro da Ordem Jedi. E a história? Nada foi falado sobre isso. Até Darth Vader, que havia aparecido no teaser do ano passado, ficou de fora. O jogo ainda vai ter que se esforçar muito se quiser chamar alguma atenção positiva da mídia.
KINECT FUN LABS

A Microsoft me parece bem empenhada em convencer todo o mundo de que o Kinect é o melhor acessório gamístico da história gamer. Além de tentar fisgar o público hardcore com games como Ghost Recon: Future Soldier e Ryse, a empresa anunciou o Kinect Fun Labs. Do modo como foi apresentado, o aplicativo até parece uma boa ideia, mas não é. Vejamos: na conferência foram exibidas as três principais funções do Fun Labs, todas vendidas como espetaculares – mas nenhuma delas chega nem perto de ser espetacular. O people scanning só serve para quem tiver preguiça de montar o próprio avatar do Xbox; o thinger tracking só serve para fazer montagens engraçadinhas com os amigos; e o object capture, bom, esse é tão inútil que a única coisa que tenho a dizer sobre ele é: putz, que troço inútil.
KINECT SPORTS SEASON 2
Pois é, como se o coro de “cópia, cópia!” no ano passado não tivesse bastado, a Microsoft anunciou uma SEGUNDA versão do Kinect Sports. Sério, não precisava (e não estou dizendo isso para tentar parecer educado). É o mesmo game, com alguns esportes a mais. E continua sendo uma cópia descarada de Wii Sports. Nem vou falar mais nada. Quiser ver o trailer, clica aqui.
DANCE CENTRAL 2
Parece até tradição. Todos os anos, pelo menos uma das três grandes empresas apresenta algum jogo de dança. Este ano a Microsoft não ficou de fora e mostrou Dance Central 2, com direito a duas pessoas demonstrando no palco como o game funciona. Parece até legal, tudo bem. Mas o pessoal que arquitetou a apresentação do jogo deve ter esquecido de um pequeno detalhe: qualquer um que jogue Dance Central 2 tão bem quanto as pessoas que demonstraram o game não deveria perder tempo jogando, e sim procurar emprego como dançarino da Jennifer Lopez ou algo do tipo.
HALO 4

Ah, o grand finale da conferência! Eu já disse que não sou muito chegado na série, mas imagino que os grandes fãs devem ter chorado com o anúncio de Halo 4. Não tem muito o que falar do game, já que a única coisa exibida foi este teaser. Só achei uma coisa estranha: o carinha que anunciou o game disse que este game seria o nascimento de uma nova trilogia para o Xbox 360. O console já está caminhando para o sexto ano de vida, será que é prudente lançar uma nova trilogia de uma franquia tão poderosa quanto Halo para um console que já atravessou metade de sua vida útil? Não seria melhor melhor guardar essa nova trilogia para usá-la como carro-chefe do (ainda não anunciado) novo console da Microsoft?