E3 2011 – Conferência da Nintendo

agosto 6, 2011

Não há como começar este texto de outra forma: a conferência da Nintendo foi a melhor das três grandes. As novidades, os jogos, tudo coisa fina. Sony e Microsoft, façam um favor a si mesmas e aprendam com a Big N como se faz uma conferência de verdade!

O evento abriu com um vídeo de The Legend of Zelda, mostrando diversos jogos da série, em comemoração aos seus 25 anos. Com direito até a orquestra ao vivo! Eu nunca joguei mais que meia hora de Zelda, mas poxa, com essa apresentação deu pra sentir o respeito e a adoração que os fãs e a Nintendo possuem pela série. Sensacional MESMO. Vídeo aqui. ;)

E as comemorações do 25° aniversário da série não pararam por aí. O primeiro Zelda portátil, o Link’s Awakening será lançado no Virtual Console, dando a chance para que milhões de gamers ao redor do mundo conheçam o título. Outro game portátil da série, Four Swords será liberado para download GRATUITO no DSi. Lindo, né não? E mais: o concerto que estava lá presente fará uma turnê mundial, tocando a trilha sonora de Zelda! Pena que a nossa querida South America não foi incluída…

Depois de tanto Zelda, Satoru Iwata (a.k.a. chefão da Nintendo) subiu ao palco para dar um gostinho do novo console da empresa, falando apenas que será um console para todos os tipos de jogadores, deixando a curiosidade no ar.

É a vez do 3DS receber um pouco de atenção, e para falar dele, Reggie Fils-Aime surgiu no palco. É fato que desde o lançamento, o Nintendo 3DS não teve nenhum jogo verdadeiramente expressivo, e essa E3 sem dúvidas veio para mudar isso. Dos estúdios internos da Nintendo, foram exibidos cinco jogos. Foram eles: Mario Kart 3DS, Star Fox 64 3D, Super Mario 3DS, Kid Icarus: Uprising e Luigi’s Mansion 2. Cada um desses games chamou atenção por aspectos diferentes (e positivos, na maioria). MK3DS prova que a franquia de corrida da Big N ainda tem muito o que explorar, com a inclusão e asas-delta nessa nova versão. SF64 3D se o mesmo caminho que Ocarina of Time, sendo uma nova roupagem para um game clássico. A novidade aqui é o suporte online e a possibilidade de ver as expressões dos adversários, trazendo de volta um pouco da farra que era jogar com mais três amigos na mesma sala. Super Mario 3DS, ao meu ver, é uma evolução do New Super Mario Bros., agora trazendo cenários tridimensionais. Kid Icarus: Uprising foi a maior surpresa. Muita ação, jogabilidade refinada (pelo que deu pra ver no vídeo) e é o que mais me deu vontade de jogar em 3D, por contas do seu estilo ágil e cores vibrantes.

Saindo um pouco dos produzidos internamente pelo Nintendo, também foi mostrada muita coisa feita pelas empresas third party. Dez jogos, condensados neste vídeo de pouco mais de um minuto. Desses, os que me chamaram mais atenção foram: Cave Story 3D, nova versão do game indie japonês (que já tinha ganhado uma versão renovada no Wii); Resident Evil: Revelations, que aparentemente tenta resgatar o clima de survivor horror que fez tanto sucesso nos primórdios da série; Drive: Renegade, que também tenta recuperar a glória de dias passados; e MGS: Snake Eater 3D. Poxa, é Metal Gear!

Depois de mais algumas novidades, como um Virtual Console exclusivo para o 3DS, chega o grande momento, a hora de falar do sucessor do Wii. Fils-Aime entregou o nome do aparelho (Wii U) e apresentou ao mundo seu controle. Gostei bastante, é a Nintendo sempre inovando a cada geração. Não vou perder tempo descrevendo o negócio (até por que vocês todos já sabem como ele é), então aí vai uma imagemzinha só pra não passar em branco:

Assim como aconteceu com o Wii, um vídeo foi exibido mostrando as novas possibilidades de jogo que o controle trará, além de outro ilustrando as capacidades gráficas do novo console. Perceberam o salto gigante em relação ao Wii original?

E, por fim, mais um vídeo, dessa vez um depoimentos dos desenvolvedores, falando de suas expectativas para com o novo console. Nesse mesmo vídeo, foram anunciados alguns dos games que serão lançados para o aparelho: Darksiders II, Tekken, Batman: Arkham City, Assassin’s Creed, Ghost Recon Online, Dirt, Aliens: Colonial Marines, Metro Last Light e Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge. Não sei vocês, mas isso é prova mais que suficiente para acreditar que a Nintendo está correndo atrás dos gamers hardcore, praticamente abandonados pela empresa no Wii.

Sei que nada de muito concreto foi revelado sobre os novos consoles da Sony e Microsoft, mas só pelo Wii U, digo que essa nova geração será deveras interessante!

Obs: e chega ao fim a mais longa cobertura da E3 de todos os tempos! :P


E3 2011 – Conferência da Sony

julho 10, 2011

A conferência começou muito bem, com um vídeo introdutório apresentando os principais sistemas da empresa e os futuros jogos. O vídeo ficou muito bom, para quem quiser conferi-lo, basta clicar aqui.

Após o vídeo, Jack Tretton (presidente e CEO da SCEA) subiu ao palco, para falar algumas coisas a respeito do PS3, entre elas, a queda da PSN. Essa seria uma ótima oportunidade para explicar COMO a rede saiu do ar, mas Tretton preferiu não tocar no assunto.

A Sony tinha muitas coisas para mostrar nessa conferência, e muitos fãs estavam ávidos por novidades sobre certos jogos. O primeiro desses blockbusters gamísticos apresentados foi Uncharted 3, demonstrados pelos co-presidentes da Naughty Dog. Pode até ser que eu esteja enganado, mas estranhei a demo exibida. Sempre imaginei que Uncharted fosse tipo Tomb Raider, com exploração em lugares inóspitos, coisa e tal. Mas na demo da conferência Drake estava mais para um James Bond mal vestido do que para um explorador destemido. A movimentação do personagem também ficou estranha. Tá tudo bem que ele tá num navio sacolejante, mas precisa ficar andando o tempo todo como se estivesse com dois tijolos acoplados nos ombros? Mas tenho que admitir: a parte que a água começa a invadir o navio ficou muito boa. Quiser ver a demo, clica aqui.

Depois foi a vez da Insomniac Games mostrar o gameplay de Resistence 3. Gostei do que vi. O cenário de guerra, aliens (e pessoas) gritando pra todo lado. Imagina jogar essa belezinha em 3D!

Dando continuidade à tendência iniciada com God of War Collection, a Sony anunciou mais duas coletâneas para o PS3. Uma se chamará God of War Origins Collection, e incluirá os dois games da série lançados para o PSP. Olha, achei isso uma sacanagem muito grande da Sony, pois ela poderia muito bem ter lançado esse pacote (ou os dois games separados) para o PS2, tenho certeza que o console rodaria esses dois games sem problema algum. Mas fazer o que, né? As coisas quase nunca funcionam como queremos. A outra coletânea se chamará The Team ICO Collection, e incluirá dois dos maiores clássicos do PS2: ICO e Shadow of the Colossus (o jogo favorito deste que vos escreve :) )

Uma coisa que eu achei legal na conferência da Sony foi que a empresa não tentou empurrar o PS Move na guela dos consumidores, como a Microsoft fez com o Kinect. Sim, houve jogos com enfoque no Move, mas nada tão exagerado quanto a dona do Xbox fez. Teve O NBA 2K12, com direito até a astro do basquete estadunidense para promover o jogo. Medieval Moves: Deadmund’s Quest também é outro jogo que está sendo totalmente projetado pensando-se no PS Move, e chamou minha atenção. Gráficos redondos, apelo meio casual, puzzles simples. Não é tão idiota quanto o Once Opon a Monster do 360, mas também não é tão hardcore quanto um Resistence da vida. É o tipo de jogo ideal para apresentar os games à namorada, por exemplo. E você não corre nenhum risco de passar vergonha caso de vejam jogando, algo que provavelmente acontecerá se alguém ver você se divertindo com Disney Kinect Adventures. Fechando o “pacote PS Move” da conferência, foi anunciado que LittleBigPlanet 2 receberá uma atualização que fará o jogo ter suporte ao PS Move, aumentando assim o leque de possibilidades na criação de estágios e a logevidade do mesmo.

Vários games apareceram na conferência apenas em forma de trailer. inFamous 2 (trailer) foi um deles, e não havia necessidade de mostrá-lo no evento porque o game já estava nas lojas. O trailer de StarHwak, também em desenvolvimento por um estúdio interno da Sony, foi o que mais chamou minha atenção. Ele está sendo feito pelo Santa Monica Studio, o mesmo responsável pela série God of War, ou seja, coisa boa vem por aí. Se fosse para descrever o trailer numa frase, seria a seguinte: “quanto Halo encontra Transformers. Uma antiga franquia do PS2 está retornando no PS3, e também só foi exibido o trailer. Trata-se do novo Sly Cooper, com o subtítulo Thieves in Time. Não conheço a série, e devo ter sido o único que não entendeu aquela piadinha no final do trailer. Enfim.

Saindo um pouco dos títulos first party, empresas de fora da Sony também tiveram trailers de seus games exibidos na conferência. Destaque para Dust 514 (trailer aqui), um jogo online massivo que integrará os jogadores de PS3 com os de PC, algo feito poucas vezes até agora. Tretton também falou um pouco de três games da EA (Need for Speed: The Run, SSX e Battlefield 3), revelando a as versões para PS3 desses games terão algumas exclusividades. A Sony foi esperta em não perder tempo mostrando trailers desses jogos, pois a EA tem a sua própria conferência pré-E3 para revelá-los.

Depois de mais de uma hora de evento, chegou o momento que todos esperavam. Kaz Hirai subiu ao palco e mostrou ao mundo o novo portátil da Sony, o PSVita (anteriormente chamado de NGP). O console já tinha sido exibido antes, mas nunca com tantos detalhes. E o mais importante: jogos, muitos jogos. O primeiro demonstrado foi Uncharted: Golden Abyss. A primeira coisa que se nota, claro, são os gráficos, ESPETACULARES, ainda mais quando se leva em conta que tudo aquilo está rodando em um portátil. O game me pareceu muito bom, embora conte com algumas firulas inúteis realizadas através da tela de toque.

Outros quatro games para o PSVita foram mostrados, cada um focado num gênero diferente. Ruin é um RPG de ação, bastante parecido com Diablo, da Blizzard. Dentro do seu gênero, o game não apresenta nada de novo, mas é importante ter um RPG na linha de lançamento do portátil, pois o público para esse tipo de jogo é bem grande. ModNation Racers é a versão portátil do já famoso game de corrida da Sony. O jogo impressionou bastante por conta da simplicidade na criação de pistas. Bem simples, com apenas dois dedos dá pra fazer uma pista, com quantos detalhes o jogador quiser. Duvida? Aqui está a demo. Apareceu também uma versão de LittleBigPlanet, mas só em vídeo. O último game mostrado foi Street Fighter vs. Tekken (vídeo do gameplay aqui). Todo mundo já sabia do game, mas a versão para PSVita foi realmente uma surpresa. O jogo foi demonstrado por um japonês baixinho muito simpático (com um inglês horrível). Aparentemente, o game seguirá o mesmo estilo de Marvel vs. Capcom 3, passando bem longe do estilo metódico de Street Fighter 4.

E essa foi a conferência da Sony, com títulos e revelações muito mais interessantes que a da Microsoft.


E3 2011 – Conferência da Microsoft

junho 23, 2011

Demorou, mas saiu! Aí estão, os comentários que fiz de vários jogos apresentados na conferência da Microsoft. Não falei de todos, mas acredito que, sendo essa a primeira E3 que eu “cubro”, já é alguma coisa. :)

CALL OF DUTY: MODERN WARFARE 3

Lembram da E3 do ano passado, quando a Microsoft iniciou a conferência pré-E3 exibindo cenas do (até então) super aguardado Call of Duty: Black Ops? Pelo visto a ideia deu certo, tanto que resolveram iniciar a conferência desse ano da mesma forma: ninguém diz nada, vemos apenas um carequinha simpático mostrando uma sequencia inédita do gameplay de Call of Duty: Modern Warfare 3. Claro, não deixa de ser uma ótima forma de divulgar um game que já é um dos mais esperados do ano desde muito antes do lançamento do primeiro teaser, mas precisava fazer EXATAMENTE igual ao ano passado? Quanto ao que foi mostrado do jogo, só me impressionei com os minutos finais, depois que a trupe de soldados sai do submarino. São prédios pegando fogo, mísseis sendo disparados, aviões se chocando contra navios… quer mais o quê?!?

TOMB RAIDER

Encerrada a apresentação de Call of Duty, subiram no palco dois caras da Crystal Dynamics para falar e mostrar ao mundo um pouco do novo Tomb Raider, que reiniciará a franquia. Antes de tudo, eu era contra o reboot. A série já havia sofrido uma renovação mais que bem vinda em Tomb Raider Legend. O Anniversary também foi muito bom, e o Underworld deu uma escorregada. Mas poxa, precisava reiniciar a série de novo, apenas cinco anos depois do último reboot?

Contudo, o que foi exibido na conferência me convenceu de que um reboot talvez não seja uma ideia tão ruim assim. Foi apresentada uma demo, e ela começa com Lara presa dentro de uma caverna, amarrada de cabeça para baixo. Ela consegue se soltar, mas na queda acaba com um pedaço de madeira preso na barriga. Ela, em meio a gemidos de dor, consegue tirar o tal pedaço, e em seguida inicia uma corrida desesperada à procura da saída da caverna. que chamou a minha atenção foi a brutalidade do game, deixando de lado toda a graciosidade que Lara possuía nos games anteriores. A moça grita, geme de dor, se desespera. Se isso vai ou não funcionar durante o game inteiro, eu não sei dizer. Mas sabe aonde essa nova abordagem funcionaria muito bem? No cinema. A ideia de um novo Tomb Raider nas telonas já sobrevoa Hollywood, e se for seguida a abordagem do novo game, o sucesso estará praticamente garantido.

SUPORTE DA EA PARA O KINECT
Lembram do Peter Moore? É, aquele cara que há alguns anos era chefe da divisão de games da Microsoft. O tempo passou, e hoje o sujeito trabalha na EA Sports. E lá estava ele, no palco da conferência, fazendo o anúncio da mais nova parceria da Microsoft com a EA: quatro games da linha EA Sports terão supore ao Kinect, sendo três deles bem populares (Madden NFL, FIFA e Tiger Woods), além de um título ainda não anunciado. Como se tratam de alguns dos jogos mais populares da EA, era de se esperar que fosse mostrada pelo menos a jogabilidade, mas nada disso. Peter Moore desce do palco, deixando os gamers de todo o mundo chupando dedo.

SUPORTE DA UBISOFT PARA O KINECT
Depois da EA, sobem ao palco dois representantes da Ubisoft para falar sobre o novo game do selo Tom Clancy’s, o Ghost Recon: Future Soldier. Um trailer (fraquíssimo) foi exibido, e em seguida fomos apresentados ao que me pareceu ser o grande destaque do game: o sistema de customização de armas. Imagino que alguém lá na Ubi seja um grande fã dos tempos áureos de Need for Speed (leia-se Need for Speed Underground 2), tanto que resolveu que seria uma ótima ideia criar um sistema de customização de armas no seu mais novo game de tiro. Tenho pena dessa pessoa, sério. Pelo número de customizações possíveis, é bem capaz que você passa mais tempo editando a arma do que de fato estourando os miolos dos adversários. E a solução arranjada para atirar usando o Kinect? Ridícula! Não sei você, mas eu nunca vi ninguém abrindo a mão para disparar um tiro. Vacilo, né, dona Ubi?

NOVIDADES NA XBOX LIVE
Pausa nos games, e o foco da conferência vai para as novidades da Xbox Live. A mais importante delas, claro, é a implementação o YouTube à Live. Outra novidade (meio inútil, na verdade) é a implementação dos sistema de buscas Bing. O serviço vai servir apenas para pesquisar sobre filmes, séries, esse tipo de coisa. Pode até parecer prático, mas será um sistema imcompleto. Porquê? Simples: quando você tiver acesso ao sistema, pesquise por “Super Mario”. Duvido muito que algum resultado será encontrado!

RYSE

A desenvolvedora alemã Crytek nasceu nos PCs com Far Cry e se tornou multiplataforma com Crysis 2. Agora, anuncia seu primeiro game voltado exclusivamente para um console: Ryse. Além disso, é o primeiro game da empresa a sair do gênero FPS, o que por si só já vale a curiosidade. No game, deixamos de lado as florestas e cidade recheadas de aliens e partimos para os tempos antigos, na época de Roma e suas grandes guerras. O trailer exibido deixa bem claro que o jogador estará no comando de um soldado no calor da batalha, atacando inimigos com lanças, espadas socos e até com a própria cabeça! E o mais importante: de todos os games voltados para os Kinect, Ryse é o único com verdadeiro potencial. Se tem um jogo que será capaz de atrair o público hardcore para o Kinect, este jogo é Ryse.

HALO ANNIVERSARY
Voltemos no tempo. O ano? 2001. Ano de lançamento do game que revolucionou o modo como os FPS erm jogados em consoles: Halo. Sinceramente, acho exagero o prestígio e a fama atribuídos ao game. Sim, é inegável que o game teve um papel importante, mas não tem nem metade das mil e uma maravilhas que dizem que ele possui. Mas tudo bem, dá pra entender o apreço que a Microsoft tem pelo título. Logo, nada mais óbvio do que a Microsoft lançar um remake, para comemorar os dez anos do seu “clássico”. Mesmo não curtindo o game, admito que foi uma boa ideia. Halo é Halo, a eterna fonte de dinheiro da Microsoft.

FORZA MOTORSPORT 4
Foi exibido um trailer do game, uns caras da desenvolvedora subiram ao palco para falar um pouco do game. Bom, acho que já dá pra imaginar o que foi dito/exibido do jogo. Taí uma coisa que eu acho chata nos simuladores de corrida: não há muito o que se falar na divulgação desse tipo de game. “Gráficos foto-realistas”, “trocentos carros”, “trocentas pistas baseadas em circuitos reais”… e não sai disso. Pois é, bem sem graça.

FABLE: THE JOURNEY

Sobe ao palco Peter Molyneux, para o anúncio do mais novo título da série Fable. Eu me lembro de ter passados incontáveis horas jogando a versão para PC do primeiro jogo da série (The Lost Chapters), é um RPG dos bons. Fable II veio e evoluiu os conceitos do primeiro game. Fable III foi um pouco diferente, pois aqui o jogador já iniciava o game como um rei, ao invés de partir pelo mundo como um zé ninguém e conquistando respeito no processo. Agora, com The Journey, Molyneux pretende mudar uma característica não apenas fundamental à série, mas a qualquer RPG: a exploração. Ao invés de explorar o vasto mundo de Albion a seu bel-prazer, o jogador é obrigado a seguir uma trilha pré-determinada pelo game. Sobra então para o gamer a tarefa de atacar os monstros utilizando magia enquanto o personagem se movimento sozinho, como se fosse um The House of the Dead ambientado na Terra Média.

Ah, e o uso de magia através do Kinect não empolgou, me pareceu muito repetitivo. Talvez esteja na hora de Peter Molyneux deixa a série Fable um pouco de lado, antes que ele a estrague de vez. Para ver o vídeo do gameplay exibido na conferência, clique aqui.

MINECRAFT
Existem muitos games indie bons por aí, não há dúvidas. Mas a grande maioria acaba ficando conhecida apenas pelas pessoas que acompanham esse nicho de mercado. É muito difícil esse tipo de game chegar ao conhecimento do grande público, e foi por isso que eu abri um sorriso enorme quando vi Minecraft no telão da conferência. É mais uma prova de que, aos poucos, as grande empresas estão olhando para os pequenos desenvolvedores. E, quem sabe, isso não acaba virando uma tendência? Poxa, todo mundo conhece algum jogo indie que merecia mais reconhecimento. E veja que beleza: todo mundo sairia ganhando com isso! Os gamers, pois teriam acesso a mais games de qualidade; aos pequenos desenvolvedores, pois teriam seu trabalho reconhecido pelo grande público; e à grandes empresas, pois o únicod trabalho que teriam seria o de adaptar o game para seus consoles com algumas melhorias gráficas aqui e acolá. Bom, sonhar não custa nada!

KINECT DYSNEY ADVENTURES

O sonho de muita gente que cresceu assistindo os grandes clássicos da Disney é visitar um dos grande parques Disneyland. Com isso em mente, alguém teve a brilhante ideia de levar a Disneyland aos lares de milhões de pessoas ao redor do mundo. Ideia boa, mas executada da forma mais IMBECIL possível. Sério, tive dó até das criancinhas que estavam lá para demonstrar o game, tamanho era o fracasso delas em tentar convencer que estavam se divertindo. Basicamente, Kinect Disneyland Adventures se resume a passear pela Disneyland virtual e jogar minigames parecidíssimos, além de muito repetitivos (veja por si mesmo). Reparem só: a única diferença entre o modo como as crianças jogam o minigame do Peter Pan e o da Alice é a posição dos braços das crianças. Diversidade, a gente NÃO vê por aqui.

KINECT STAR WARS

Na E3 do ano passado, este foi o único game que me fez acreditar no potencial do Kinect. Um ano se passou, e só agora novos detalhes foram revelados. O jogo na época nem nome tinha, e, convenhamos, era melhor que tivesse ficado sem. Kinect Star Wars? Mais genérico impossível. E, infelizmente, o termo “genérico” não se aplica apenas ao nome do game. Todo o gameplay exibido na conferência passou a impressão de algo mal-acabado, feito nas coxas. Os gráficos têm um aspecto borachudo, algo inadmissível quando se leva em consideração que a geração atual de consoles já está na estrada há quase seis anos. E a jogabilidade também não ficou lá essas coisas. Não sei se foi culpa do cara que estava jogando, mas os comandos me pareceram simples demais, e o personagem controlado pelo jogador me pareceu mais com um cara qualquer que por acaso encontrou um sabre de luz do que um verdadeiro membro da Ordem Jedi. E a história? Nada foi falado sobre isso. Até Darth Vader, que havia aparecido no teaser do ano passado, ficou de fora. O jogo ainda vai ter que se esforçar muito se quiser chamar alguma atenção positiva da mídia.

KINECT FUN LABS

A Microsoft me parece bem empenhada em convencer todo o mundo de que o Kinect é o melhor acessório gamístico da história gamer. Além de tentar fisgar o público hardcore com games como Ghost Recon: Future Soldier e Ryse, a empresa anunciou o Kinect Fun Labs. Do modo como foi apresentado, o aplicativo até parece uma boa ideia, mas não é. Vejamos: na conferência foram exibidas as três principais funções do Fun Labs, todas vendidas como espetaculares – mas nenhuma delas chega nem perto de ser espetacular. O people scanning só serve para quem tiver preguiça de montar o próprio avatar do Xbox; o thinger tracking só serve para fazer montagens engraçadinhas com os amigos; e o object capture, bom, esse é tão inútil que a única coisa que tenho a dizer sobre ele é: putz, que troço inútil.

KINECT SPORTS SEASON 2
Pois é, como se o coro de “cópia, cópia!” no ano passado não tivesse bastado, a Microsoft anunciou uma SEGUNDA versão do Kinect Sports. Sério, não precisava (e não estou dizendo isso para tentar parecer educado). É o mesmo game, com alguns esportes a mais. E continua sendo uma cópia descarada de Wii Sports. Nem vou falar mais nada. Quiser ver o trailer, clica aqui.

DANCE CENTRAL 2
Parece até tradição. Todos os anos, pelo menos uma das três grandes empresas apresenta algum jogo de dança. Este ano a Microsoft não ficou de fora e mostrou Dance Central 2, com direito a duas pessoas demonstrando no palco como o game funciona. Parece até legal, tudo bem. Mas o pessoal que arquitetou a apresentação do jogo deve ter esquecido de um pequeno detalhe: qualquer um que jogue Dance Central 2 tão bem quanto as pessoas que demonstraram o game não deveria perder tempo jogando, e sim procurar emprego como dançarino da Jennifer Lopez ou algo do tipo.

HALO 4

Ah, o grand finale da conferência! Eu já disse que não sou muito chegado na série, mas imagino que os grandes fãs devem ter chorado com o anúncio de Halo 4. Não tem muito o que falar do game, já que a única coisa exibida foi este teaser. Só achei uma coisa estranha: o carinha que anunciou o game disse que este game seria o nascimento de uma nova trilogia para o Xbox 360. O console já está caminhando para o sexto ano de vida, será que é prudente lançar uma nova trilogia de uma franquia tão poderosa quanto Halo para um console que já atravessou metade de sua vida útil? Não seria melhor melhor guardar essa nova trilogia para usá-la como carro-chefe do (ainda não anunciado) novo console da Microsoft?


E3 2011

junho 7, 2011


O OverLine tem três anos de existência, e sabe o que eu acho incrível? Até hoje, jamais falei nada sobre a E3. Pois é, a principal feira de games do planeta, sempre passou batida aqui no blog.

Mas… agora é diferente!! Não deixarei passar. Assisti às conferências das três principais empresas de games, e comentarei cada uma em um post separadamente. Este aqui será o post principal, e à medida que os posts forem entrando no ar, eu coloco os links aqui. É como se este post fosse uma “Central da E3″, sabe? É, sei que não é nada comparado ao que os grandes portais estão fazendo, mas já é alguma coisa, então, prestigie! :P

A primeira conferência comentada será a da Microsoft, cujo post entrará no ar amanhã. Os comentários das outras duas entrarão no ar até o final da semana. Até mais!

Conferências Comentadas:

- Conferência da Microsoft
- Conferência da Sony
- Conferência da Nintendo


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