O tempo nos jogos

Março 22, 2009

relogio

Sempre adorei jogos que envolvem controle do tempo de alguma forma. Não sei porquê, mas sempre achei fantástica a possibilidade de voltar/avançar no tempo para refazer eventos passados/futuros.

O primeiro game que joguei usando o tempo como um dos temas principais foi Prince of Persia: Warrior Within. Concordo que ele não é o melhor da trilogia Sands of Time, mas o que me impressionou foi que havia a possibilidade de voltar MUITOS anos no tempo, para poder passar de algum obstáculo ou resolver algum enigma no castelo onde o jogo se passa. Eu era muito novo na época e não sabia se existiam outros jogos com o mesmo conceito, e hoje Warrior Within nem me impressiona mais, porque acabei descobrindo outros jogos com “controle temporal”.

majoras-mask

Na verdade, antes de conhecer Warrior Within, conheci outro game que envolvia controle temporal, o The Legendo f Zelda: Majora’s Mask. Se hoje eu pudesse me ver jogando Majora’s Mask pela primeira vez, com certeza eu iria rir muito. Eu, um garoto de 11 anos, sem muito o que fazer, resolvo baixar o tal jogo para jogar no emulador de Nintendo 64. Imaginem minha decepção quando o jogo começa e Link não está na forma “élfica”! E o pior era que eu não entendia nada de inglês, o que tornava tudo pior, até que aquela Lua horrenda chega e acaba com o vilarejo. ¬¬’’

Mas atualmente eu respeito muito o Majora’s Mask. Com a Ocarina, Link volta no tempo, deixa-o mais devagar e por aí vai. Só não entendi por que o jogo se chama The Legendo of Zelda se a tal Zelda nem aparece. Mas tudo bem. :P

Os dois jogos citados acima são muito bons, mas não chegam nem perto da maestria com a qual o tema “tempo” foi utilizado neste jogo: Chrono Trigger.

chrono_trigger

É sério. Ao contrário de Warrior Within e Majora’s Mask, em Chrono Trigger não dá pra adivinhar de que forma o roteiro se desenrolará. E olha que ele começa de forma bem simples: Chrono, um garoto que vive com a mãe e seu gato, acorda numa manhã ensolarada para ir a um festival que está acontecendo na cidade. E é exatamente lá, neste festival, que a complexa trama começa seu desenvolvimento.

O que mais impressiona em Chrono Trigger não são seus gráficos ou seu sistema de batalha. É o roteiro, que apesar de não parecer no começo, vai ficando cada vez mais interessante de acompanhar, com reviravoltas e coisas que você nem imaginava que estavam relacionadas diretamente à história principal. E jogo ainda tem 14 finais diferentes para aumentar e muito o replay. Foi recentemente lançada uma versão para DS do jogo, sobre a qual não sei muito a respeito, mas não importa. O que importa é que a Square tem que por a mão na massa e fazer outra sequencia do jogo e acho que não vai demorar muito. E vocês, o que acham?


Sonic Unleashed será um bom jogo?

Abril 14, 2008

Sei que alguns vão querer me matar só por ter feito esta pergunta. Afinal, Sonic Unleashed é tido como o jogo que salvará a franquia do buraco (que já está bem fundo, aliás). A expectativa aumentou ainda mais depois das imagens liberadas e do trailer divulgado (que você confere clicando aqui).

O trailer é incrível, tenho que admitir. Mostra Sonic correndo por vastos cenários coloridos e cheios de vida. Eu, que sou fã do Sonic desde que comecei a jogar games, vi que a má qualidade dos games recentes dele já estava incomodando. E é justamente por causa desses games de qualidade duvidosa da série que eu desconfio de Sonic Unleashed.

Você lembra de Sonic The Hedghog? Não o de Mega Drive, mas sim aquele lançado no fim de 2006 para X360 de PS3 que de tão ruim e sem criatividade nem subtítulo ganhou. Um jogo que além de reunir praticamente todos os personagens mais bizarros da série (como uma “morcega” que parece um gato), também colocava humanos no meio da história. Decepção total.

Um dos pontos positivos de Sonic Unleashed é que ele justamente não faz a besteira do jogo falado no parágrafo anterior. Ele é um retorno às origens. História simples como num jogo de Mario. Eu não sou muito à favor das histórias simples, mas no caso de Mario e Sonic eu abro uma exceção. Mas o jogo não é só um retorno às origens no quesito história. Os únicos personagens jogáveis serão Sonic, Tails e Knucles (isso não foi confirmado pela Sega). E pelo vídeo liberado, só será possível controlar um personagem por vez, nada daquele sistema de troca de personagens de Sonic Heroes que mais atrapalhava do que ajudava.

E ainda não mencionei isso, e acho que nem precisa, mas de qualquer forma: o jogo terá jogabilidade 2D, o que é uma ótima notícia. Mas isso me faz voltar na questão dos personagens jogáveis. Nos tempos do Mega Drive, quando foi lançado Sonic The Hedgehod 2, Sonic ganhou um parceiro, “um tal de” Tails. O bicho só fazia pegar alguns anéis para o jogador. De resto, só corria atrás de você e caía de buracos. O acréscimo dele no jogo não mudou muito coisa, mas foi uma adição bem legal. Já em Sonic Heroes, os personagens adicionais só causavam constrangimento (como já mencionado lá em cima). Haviam momentos em que Sonic estava correndo por uma imensa pista em alta velocidade, quando de repente aparecia uma pedra no caminho e forçava o jogador a trocar de personagem.

Seria legal que a troca de personagens no jogo acontecesse da seguinte forma: um personagem por estágio. Claro que não precisaria manter esta seqüência até o final, podendo variar. Dessa forma, cada estágio aproveitaria melhor as habilidades de cada personagem.

Se o Sonic Team realmente se empenhar, este Sonic será realmente o jogo que salvará a fraquia, e não mais um jogo deprimente de fazer até o próprio Sonic ficar com medo.


Vidência: recurso ainda não explorado nos games

Fevereiro 24, 2008

Lá estava eu, na minha cama tentando dormir. Mas pra variar eu não estava conseguindo. E é nessas horas que eu começo a pensar em umas idéias bem legais (ou não). A mais recente delas foi vidência. “Vidência? Esse cara endoidou?” Calma, leitor
do OverLine. Eu explico melhor.

O mercado de games vive saturado de títulos iguais e repetitivos. Quem aí nunca reclamou dos trocentos FPS lançados todos os anos? Das inúmeras seqüências de games de sucesso lançadas anualmente(Need for Speed por exemplo)? O mercado PRECISA de títulos novos e inovadores. Vide Portal. Aquilo sim é um jogo inovador.

Portal foi um dos jogos que acompanhou o pacote The Orange Box, que incui Half-Life 2: Episode 2, o próprio Portal, Team Fortress 2, Half-Life 2 e o primeiro episódio.
Portal é um jogo diferente que veio para salvar os FPS da mesmice. Nele o jogador possui uma arma que cria portais(sério?Nossa…) e pode fazer o que bem entender com ele, como se transportar de uma lugar para outro do mapa, e outras coisinhas a mais que não vou falar pois esse não é o objetivo do post.

Agora o que a vidência tem haver com tudo isso? Simples: do mesmo jeito que Portal possui uma característica simples e ao mesmo tempo inovadora, games que utilizarem vidência podem ter o mesmo efeito. Confuso? Vou exemplificar.

Em Prince of Persia: The Sands of Time, toda vez que o jogador salva o jogo Prince tem uma visão em preto-e-branco que mostra o que virá pela frente. Mas nesse jogo a questão não era lá muito explorada pois o que era revelado por meio das visões não eram detalhes do enredo e sim obstáculos que o príncipe teria que superar. Quando joguei o jogo pela primeira vez fiquei meio impressionado porque havia jogado e zerado primeiro Warrior Within. Mas vamos parar por aí.

Um game que utilizasse vidência TERIA que ser diferente, pois a vidência por si só já é um tema diferente. Imagine algo como Max Payne. Não vou entrar em detalhes sobre o enredo, citei esse jogo apenas como base. Supondo que o protagonista do jogo tem sua família morta por um bando de assassinos (as semelhanças com Max Payne acabam aqui), e isso o deixa tão perturbado que de repente começa a ter visões e não sabe se são ou não verdadeiras. Aí ele tem a visão de seu melhor amigo conversando com um dos assassinos em um bar. Ele vai até esse bar e descobre que o que previu realmente aconteceu. Abismado, ele procura se acalmar e ao mesmo tempo procurar detalhes sobre o envolvimento em os assassinos e seu melhor amigo(do protagonista, não o seu, se é o que está pensando). Então, durante o jogo, nas missões, o protagonista não teria um “computador-culular-super- moderno-que-grava-os-objetivos” e sim visões que diriam o que iria acontecer ou o que está acontecendo e cabe a ele impedir ou não. As visões seriam visões do FUTURO PRÓXIMO e não visões do passado, como The Suffering. E também teria que ter visões do enredo. Por exemplo: o protagonista conhece um cara chamado Neto que o ajuda na vingança. Mas aí você tem uma visão de Neto entrando em contato com assassinos e então você decide matá-lo, alterando o final do jogo. Isso seria incrível. Mas não seria só isso. A morte de um ou mais personagens teria um impacto enorme na história, modificando-a totalmente. Mas não seria algo como Chrono Trigger em que você só pode mudar o enredo em partes específicas do jogo. Seria a qualquer hora mesmo, como em uma missão: estão lá você e seu amigo invadindo o esconderijo de uns bandidos. Mas aí, por causa da visão que você teve tempos atrás, acha que ele é um traidor e o mata. Isso já iria alterar o enredo do jogo.

Mas claro, um jogo que utilizasse esses elementos (ou algo parecido) teria que ter uma história incrível (não necessariamente como essa que eu disse). Aí sim seria um baita de um jogo, não importando seu gênero.